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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vencer ou Vencer? Eis a questão!!!

Olá pessoas, depois de um longo período de hibernação, estou voltando devagar. Deixo para todos aqueles que acompanham os 'posts', alguns vídeos motivacionais. Bem sabemos que frases, palavras bonitas e imagens por si só não são suficientes para transformar a vida de ninguém, porém se essas associadas às nossas atitudes, à nossa vontade de realização, muito podem contribuir.
Beijos a todos


Cenas do filme a procura da felicidade onde o pai ensina ao próprio filho e a nós de que nunca devemos desistir de nossos sonhos, nem se que aquele sonho impossível, pois na vida nada e impossível se você tiver coragem para encarar e ir atrás de seus objetivos.
 
 
 







domingo, 5 de junho de 2011

Uma Questão de Humildade

Como a Starbucks salvou minha vida

Michael Gates Gill

Depois de perder tudo – o emprego, o status, a família, a saúde –, o futuro parecia sombrio para Michael Gates Gill, ex-diretor de criação de uma grande agência de publicidade. Aos 63 anos, porém, ele teve o encontro que mudaria sua vida: Crystal Thompson, 28 anos e negra, gerente de uma loja da Starbucks, lhe ofereceu um emprego na cafeteria. Ele aceitou.
Num relato comovente, Michael conta sua surpreendente história. Da alta sociedade americana, o ex-executivo levava uma vida cercada de privilégios até que uma seqüência de acontecimentos inesperados – sua demissão, um filho fora do casamento, o divórcio e a descoberta de um tumor no cérebro – o obriga a começar do zero.
Contratado para trabalhar numa loja da Starbucks no Harlem, Michael se depara pela primeira vez com a dura realidade das classes menos favorecidas, o que o leva a fazer um balanço da sua vida, reavaliar seus preconceitos e adotar novos valores. Ele aprende a encontrar satisfação nas pequenas tarefas do dia a dia, a lidar com a solidão e a aceitar as diferenças.
Como a Starbucks salvou minha vida é a história real de um homem que descobriu que a felicidade não está em quanto você ganha ou no cargo que ocupa, mas na capacidade de desenvolver relações verdadeiras e trabalhar com amor.
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Michael Gates Gill tinha tudo: uma bela casa, uma família amorosa e um alto salário como executivo de uma das principais agências de publicidade dos Estados Unidos. De repente, sua vida começa a desmoronar. Ele perde o emprego, se envolve em um relacionamento extraconjugal que leva ao fim do seu casamento e, como se não bastasse, descobre que tem um tumor no cérebro.
Aos 63 anos, divorciado, falido e sem plano de saúde, o futuro não parece lhe reservar grandes expectativas. Sem saber o que fazer, Michael entra numa loja da Starbucks para tomar um café e pensar numa saída para seus problemas. Ele não imaginava que seu destino mudaria a partir daquele momento. A cafeteria estava promovendo um evento para contratação de novos funcionários, e a gerente, Crystal Thompson, uma negra de 28 anos, lhe oferece um emprego.
A partir daí Michael é apresentado a um novo mundo. Ele tem que pegar várias conduções por dia para chegar ao trabalho, onde sua rotina inclui limpar banheiros, varrer o chão e atender clientes de diversas faixas etárias e classes sociais.
Confrontando suas lembranças – marcada por festas sofisticadas e pelo contato com pessoas famosas – com a nova realidade, ele se dá conta de seus antigos preconceitos e adota novos valores. E, à medida que se aproxima de Crystal e dos colegas da Starbucks, percebe, com surpresa, que é muito mais feliz do que antes.
Num mundo em que a felicidade é associada às aparências e às distinções de classe, Como a Starbucks mudou a minha vida mostra que o importante na vida é se dedicar verdadeiramente ao que você faz e desenvolver relações sinceras.

Fonte: Editora Sextante

sábado, 7 de maio de 2011

Complexo de Inferioridade - O Que é Isso?


Uma das queixas mais comuns das pessoas são os conflitos internos e nos relacionamentos causados pelo sentimento de inferioridade. Quantas pessoas não se sentem inferiores aos seus colegas de trabalho? Não buscam uma promoção por não se sentirem capazes? Não terminam um relacionamento destrutivo por acreditarem que não conseguirão ninguém que as trate bem? Estão sempre se comparando ao irmão, irmã, vizinho, tendo a certeza que o outro é muito mais? Outros deixam de trabalhar, sair, viver, tudo porque se sentem inferiores aos demais.
A denominação complexo de inferioridade foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social.
Adler afirmava que todas as crianças são profundamente afetadas por um sentimento de inferioridade, que é uma conseqüência do tamanho da criança e de sua falta de poder perante os adultos. O que desperta em sua alma um desejo de crescer, de ficar tão forte quanto os outros, ou mais forte ainda. Ele sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:
- Inferioridade orgânica:
Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com outras crianças. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física, além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.
- Crianças superprotegidas e mimadas:
Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas.
- Rejeição:
Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas.
Não são apenas as situações citadas acima que podem fazer com que a pessoa se sinta inferior, podem existir muitas outras ocorridas durante a infância, mas essas explicam a origem do termo utilizado e podem resultar em isolamento, falta de interesse social e cooperação.
Todos sabemos que não é nada fácil para uma criança com alguma doença ou deficiência física conviver socialmente, pois as crianças em geral são implacáveis em brincar com as dificuldades de seus colegas, gerando vergonha, medo e a necessidade de se isolarem com o intuito de evitar ser alvo de piadas. Diante dessa realidade, é muito importante que os pais apoiem seus sentimentos e não os menosprezem; fazendo-a perceber que há muitas outras qualidades e que seu potencial pode ser desenvolvido. Do contrário, crescerão com muita dificuldade em acreditar em si mesmas, pois irá depender de como cada um irá lidar com esses aspectos.
A superproteção durante a infância pode realmente gerar muita insegurança quando adulto, pois estas pessoas quando crianças não foram incentivadas a acreditarem em si mesmas. Assim, crescem, ainda que inconscientemente, acreditando que faziam tudo por ela por não ter a capacidade de fazer por si mesma. O que não é verdade! Todos temos potencial, a diferença é acreditar neles ou não.
A rejeição, assim como o abandono, também pode gerar o sentimento de inferioridade.
Adler enfatizava ainda a importância da agressão, no sentido de lutar por sua capacidade de superar obstáculos e acreditar em si. Muitas vezes, a agressão pode manifestar-se como poder, superioridade e perfeccionismo, porém a busca pela superioridade como compensação pode tomar uma direção positiva ou negativa. Pode ser positiva e saudável quando motiva para realizações construtivas e na busca de crescimento. Será negativa e destrutiva quando existe uma luta pela superioridade pessoal, dominando os outros através do poder, podendo desenvolver a ambição (busca o crescimento material, deixando de lado pessoas e fatos significativos em sua vida) e inveja (desejando ter tudo o que o outro tem, mas não se sente capaz de conseguir por si próprio); tudo para compensar seu sentimento de inferioridade.
A capacidade do outro sempre é percebida como maior que a própria capacidade, sentindo-se sempre inferior. Esse sentimento pode fazer com que a pessoa se acomode na situação. Ainda que isso lhe traga insatisfação e tristeza, nada faz para mudar, pois não se sente capaz ou com forças.
Muitas vezes nos deparamos com pessoas que demonstram ter uma total confiança em si mesma, mas, se observarmos melhor, perceberemos que na verdade são máscaras para compensar seu sentimento de inferioridade, não refletindo seu verdadeiro sentimento em relação a si próprio, ou seja, sua essência. Mas o que fazer quando somos adultos e sentimos medo, vergonha, ou seja, ainda sentimos essa inferioridade perante os outros? O mais indicado é:
- Evitar as comparações. Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.
- Compreenda seu histórico de vida e a origem de seu sentimento de inferioridade. Por qual motivo se sente inferior? Não desista, compreenda suas dificuldades e procure enfrentar cada uma delas.
- Enfrente o medo. É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesmo está baseada na conseqüência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.
- Reconheça seu valor. Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi, ou ainda é tratado, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitado ou maltratado. Lembre-se ainda que seu valor deve ser baseado pelo que é e não pelos bens materiais que possui.
- Identifique suas necessidades emocionais. O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar.
- O que você deseja receber na relação afetiva? Muitas vezes os conflitos gerados no relacionamento têm origem em seu histórico de vida.
- Observe e procure compreender cada um de seus sentimentos. Perceba quando sentir inveja, ciúmes, necessidade de poder ou superioridade. Esses sentimentos podem estar ocultando e compensando um sentimento de inferioridade.
- Aprenda com os erros e não fique se punindo por ter errado, nem se acomode nas situações. Saia de sua zona de conforto e mude o que deseja!
- Valorize sempre suas conquistas! Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas. Celebre sempre!
- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.
Por Rosemeire Zago - Psicóloga
Fonte:  http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=08985

terça-feira, 26 de abril de 2011

Apostila sobre Ansiedade

Muitos de nossos medos encontram-se atrelados a precauções ultrapassadas; por este motivo, várias vezes reagimos a estímulos de maneiras que nos é prejudicial; o questionamento a crenças pode nos ajudar a evitar fobias e inquietações exageradas.

Existem seis transtornos da ansiedade conhecidos: fobia específica, transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno de ansiedade social (TAS) ou fobia social e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Para saber mais baixe apostila com resumo sobre Ansiedade, clicando AQUI

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Só Talento Não é Suficiente




Ter talento não significa ter sucesso.

Certamente conhecemos pessoas com grande também, porém não obtém sucesso.

Quer saber mais? Então BAIXE AQUI apostila sobre o assunto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Testemunho de Rosane Marmitt


No dia 21/08/02, estava eu morando na cidade de Verê no Paraná, quando fui visitar meus pais em São Jorge do Oeste, no mesmo estado, junto com meu marido e meus dois filhos. Ao retornarmos para Verê, estava chovendo, não muito, mas uma forte garoa. Quando tínhamos feito aproximadamente 8 Km, em uma curva sofremos uma aqua derrapagem e voamos contra um pé de uva Japão que estava próximo do asfalto. Por incrível que pareça o carro ficou a 4 metros de altura. Estava com meu filho menor, Gustavo, em meus braços, pois o estava amamentando, no momento em que saímos da estrada. Só me lembro do mato batendo em meu rosto. Acordei alguns minutos depois, com meu filho ainda no meu colo, tentei acordá-lo, pois achei que estava dormindo, logo vi que ele estava em coma. Quando comecei a chamar por socorro, vi meu outro filho Vagner logo na minha frente sangrando muito pelo nariz e pela boca, e vi seu crânio, na parte lateral direita afundado, tentei chamá-lo, ele ainda resmungou. Foi quando acordei o pai deles, que estava ao lado e que o pegou no colo e fomos para o asfalto. Naquele momento quase fui atropelada com meu filho menor no colo, minha sorte foi que o carro desviou. Quando parei no meio do asfalto, apareceu um anjo, que hoje não está mais aqui, também minha madrinha e tia, que nos socorreu, levando-nos ao hospital. No hospital recebi a notícia de que era muito grave o estado dos meninos, que foram arrancados de meus braços da forma mais cruel possível e levados para a cidade de Francisco Beltrão, a 70 Km de onde estávamos. Também estava muito machucada e recebi atendimento ali mesmo. Também precisei ser levada para Francisco Beltrão, quando entrei na U.T.I, jamais imaginava ver meus filhos naquele estado. O mais novo, Gustavo, que na época tinha 7 meses, continuava em coma, intubado. Quando olhei para o lado, vi o mais velho, Vagner, traqueostomizado, para poder respirar.
Também precisei ficar internada. Por volta das 14:30, me veio a pior das notícias, meu filho mais velho estava morto. Meu mundo desabou, queria morrer. Tive alta do hospital, e quando cheguei para o velório, vi o quanto as pessoas gostavam de mim. Recebi muitas palavras de conforto, e o calor humano foi o que mais me ajudou. Vi que não estava sozinha, e vi também que Deus havia preparado algo para mim. No dia seguinte sepultamos Vagner.
Depois disso veio a agonia da espera pela recuperação de Gustavo. Quatro dias depois, veio a triste notícia de que ele também havia falecido. Aí só me restou a dor, a solidão, a agonia e a desilusão. Nem acreditava mais em nada, nem mesmo em Deus. Falei até que Ele era cruel.
Fiz laqueadura, não posso mais ter filhos. Meu mundo desabou.
Veio então o arrependimento. E foi aí que me apeguei a Deus novamente, encontrando conforto para tanta dor. Eu fui me aquietando, me aquietando. E hoje entendo que Deus só coloca em nossos ombros a carga compatível com nossas forças e ainda nos ajuda a carregar. Tudo na vida tem um propósito, e creio que o meu é Mateus, que adotei há cinco anos. Ele tinha 3 anos e meio e se encontrava muito doente quando o levei para casa. Ele nasceu 3 meses após o acidente e eu nem imaginava que ele existia, mas Deus o conduziu até os meus braços para que eu pudesse cuidá-lo.
Graças a Deus dei conta do recado. Hoje ele está curado após duas cirurgias auditivas, que recuperaram sua audição.
Quero repassar principalmente as mães que tiveram algum tipo de perda, seja da forma que for, pois nunca estamos preparadas psicologicamente, mas Deus conhece o nosso ontem e o nosso amanhã muito bem, e está ao nosso lado, nunca nos abandona.
Também não devemos questioná-lo, pedindo o por que das coisas, mas sim para que? No final encontraremos a resposta, pois ela pode demorar até Deus nos moldar da forma que Ele quer.
E quando estivemos moldados, Ele pega em nossa mão e nos conduz da maneira que Ele acha melhor, e nunca da forma que achamos conveniente para nós.
Essa é a minha história. Posso dizer que renasci das cinzas e estou aqui firme e forte para contá-la.

Rozane Marmitt

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mecanismos da Resiliência


A mente superando tragédias.

Existem recursos inatos que asseguram a sobrevivência. Tais recursos podem ser desenvolvidos.

A Neurociência da Coragem Genuína

Quando uma tragédia se manifesta, a maioria dos seres humanos têm a capacidade de se recompor de forma extremamente satisfatória.
Esta capacidade de recuperação se chama Resiliência.

Quando passamos por alguma experiência negativa, experimentamos uma sensação de choque profundo e desorientação. Porém, alguns estudos revelam que grande parte de indivíduos vítimas de tragédias têm a recuperação precoce, podendo até mesmo tornar-se emocionalmente intactos. A maioria das pessoas demonstra uma espantosa resiliência natural, por pior que seja o que a vida tenha oferecido.

Mas o Que Vem a Ser Resiliência?

Resiliência (do latim re, “para trás”. E salire, “voltar”) – significa portanto voltar para trás, retornar.

Isto ocorre dentro de um breve período de tempo. A resiliência tem início em um nível primário. Diante uma ameaça, o sistema nervoso do indivíduo sofre alterações químicas, incitando a pessoa a reagir ou a fugir. É como se nosso cérebro pulsasse dizendo: “Lutar ou fugir? Lutar ou fugir?...”. Após um determinado período de tempo, essa turbulência passa para uma calmaria relativa. No caso de estímulo constante de autodefesa, há um fluxo contínuo de hormônios de estresse, que podem danificar células cerebrais, localizadas nas áreas cerebrais relacionadas com a memória e com a emoção, produzindo uma verdadeira ruína tanto física como emocional. Contudo, a maioria de nós conta com a resiliência.

Enfrentamento Desadaptativo

A maioria das pessoas se adaptam de forma surpreendentemente bem a qualquer coisa que o mundo venha nos oferecer. O retorno à um certo nível de normalidade se dá em poucos meses.

Seja Aquilo Que Puder Ser

A resiliência é regra para a maioria dos seres humanos, aproximadamente 10% dos seres humanos, não têm a capacidade para se recuperarem de um trauma emocional, mergulhando em ansiedade e depressão.

Não é possível evitar tragédias, nem tampouco prevenir que as pessoas sofram com o estresse.

Raízes da Realidade

As bases da personalidade e da identidade dependem de matizes instaladas nos primeiros anos de vida, referentes às relações com o mundo, valores ou mesmo ideais. Esta estrutura psíquica definirá, de certa forma, a capacidade de percepção de eventos apresentados e de recursos emocionais para enfrentar o amor, a dor e os revezes. Por isso notamos reações diferentes em cada pessoa diante dos mesmos impactos e do imprevisível. A resiliência está ligada a esta dinâmica.

O Que Torna um Indivíduo Resiliente?

Um recém-nato é vulnerável física e biologicamente, o que o torna dependente, quase que de forma integral, do mundo externo para sobreviver. As sensações de fome ou de prazer servem de fundamento para seus registros psíquicos.

A presença da mãe ou do cuidador é imprescindível, pois o ambiente, o conforto, a acolhida e a regularidade na rotina, são fatores que não irão permitir à criança conquistar a confiança básica necessária para sua organização interior e o desenvolvimento psicológico. Esse é um processo que também permite o aprimoramento das funções perceptivas e o amadurecimento emocional. Aos poucos a criança vai adquirindo a capacidade de observação do mundo integralmente, ao mesmo tempo em que a noção do outro e do eu se tornam mais clara. Todo este aparato vai definir algumas bases para o futuro e suas possíveis adversidades.
Diante um evento traumático a estabilidade das defesas e o equilíbrio psíquicos são postos à prova.

A fragilidade e o desamparo primitivos retomam e podem desencadear sintomas como intensa ansiedade, desespero, insônia e pesadelos. A força de reconstrução de uma conduta vital positiva, num espaço de tempo razoável, irá indicar subsídios de autoproteção diante das adversidades, além de integridade psíquica estabelecida nos pilares da vida mental.

A tolerância para enfrentar o acontecimento traumático gera uma maior capacidade para elaboração da experiência dolorosa. Há um aumento das possibilidades para a reorganização de uma vida mental saudável. A resiliência está inserida na confiança que permanece presente e viva, mesmo diante de situações difíceis, como uma chama de vida que se mantém apesar da dor.